Menopausa e anemia, uma relação nem sempre fácil


Há fases muito importantes na vida das mulheres. Fases que se recordam e que deixam marcas, como o momento da primeira menstruação ou gravidez e, depois dela, o parto. Fases que se anseiam e outras que se receiam, como é o caso da menopausa que, ao longo da vida de uma mulher, será provavelmente a que tem o maior impacto na sua saúde. Neste processo natural de envelhecimento, a mulher passa de uma fase reprodutiva para uma não reprodutiva, um processo natural que, no entanto, apresenta sintomas, como ondas de calor, os chamados afrontamentos, perda da densidade mineral óssea, problemas de sono e oscilações de humor. E onde é que entra aqui a anemia? São muitas as mulheres que, na pré-menopausa, desenvolvem anemia por deficiência de ferro devido aos períodos menstruais erráticos e aos padrões de fluxo mais pesados que perturbam, irritam e se podem repetir durante cerca de 12 meses. Também aqui, como em muitas outras alturas da vida da mulher, a exigência de ferro é maior e aqui também a falta de ferro, com ou sem anemia, fica muitas vezes por diagnosticar. A fadiga, dor de cabeça e dificuldade de concentração são vistos aqui como sinais normais, para uma fase também ela normal na existência feminina e não como sintomas de que algo não está bem. É assim antes da menopausa. E pode ser assim também depois, uma vez que a anemia afeta os cidadãos mais velhos tal como pode afetar os mais jovens. A mensagem é, independentemente da idade ou da fase da vida em que se encontre, a mesma: esteja atenta aos sinais e sintomas e consulte o seu médico em caso de suspeita de anemia. O rastreio é a única forma de confirmar a existência de um problema, que tem solução.

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