A anemia na ‘idade do armário’


Adolescência é, quase por definição, a fase da rebeldia. Mas a também conhecida como ‘idade do armário’ é uma altura da vida em que é grande o risco de deficiência de ferro, assim como a anemia, que lhe é associada. Tudo começa com as mudanças nos hábitos alimentares, tantas vezes resultado de uma necessidade de afirmação na família ou da influência dos amigos. Fatores que, na maioria dos casos, dão origem a uma carência em ferro, responsável principal da anemia neste grupo etário. Não só a dieta é, muitas vezes, pobre neste nutriente essencial, o ferro, como são também maiores as necessidades do mesmo durante neste período, caracterizado por um rápido crescimento e desenvolvimento muscular, que resulta num aumento do volume de sangue. Apesar de haver poucos dados disponíveis sobre a prevalência da deficiência em ferro nos adolescentes, as estatísticas apontam para uma prevalência na ordem dos 9% nas raparigas dos 12 aos 15 anos e de 16% nas jovens dos 16 aos 19 anos, valores que são mais baixos no caso dos rapazes. Tal como acontece na idade adulta, também nesta fase da vida o sexo masculino é quem mais sofre, uma situação atribuída sobretudo às perdas mensais das raparigas durante o período menstrual. Estar atento aos sintomas e sinais é, por isso, essencial, tanto mais que, na maioria dos casos, o início da anemia é pouco percetível, com os sintomas, como cansaço, palidez, irritabilidade, cefaleias e até alterações no comportamento escolar, a confundirem-se facilmente com outros problemas de saúde. O que significa que é importante conhecê-los, divulgá-los e partilhá-los.

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