sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Mulheres unidas contra a anemia


Nunca tive anemia. E embora conheça uma pessoa que já teve, a proximidade entre nós não é suficiente para uma partilha sobre o tema. Confesso que, sobre este problema de saúde, sei o básico. Ou seja, sei que da lista de sintomas mais comuns fazem parte a palidez e o cansaço, algo que sinto com frequência. Afinal, quem não sente? Mas acho que, tal como a esmagadora maioria das pessoas, costumo associar esse cansaço ao stress diário. Tendo em conta o dia-a-dia agitado e ocupado que levo, não pensaria primeiro em anemia. Mas é algo em se pensar e atentar.

Sei também que, pelo simples facto de ser mulher, o risco de vir a ter anemia é maior. Como se não bastasse já a discriminação que nós, mulheres, somos vítimas em tantas áreas, também aqui os homens levam a melhor. Mas admito que não sabia bem porquê. E o desafio de escrever sobre o tema, a propósito da campanha O Rosto da Anemia, levou-me a ir à procura dos motivos. 

Fiquei então a saber que tem tudo a ver com o ferro ou com a falta deste. Dizem os especialistas que existem alturas na vida das mulheres em que o risco de deficiência de ferro é maior. Acontece com a menstruação - se a quantidade de ferro na alimentação não for suficiente para corresponder à quantidade de ferro perdida através do período, podemos ficar com deficiência de ferro e esta é a principal responsável pela anemia. E acontece também com a gravidez e o pós-parto. 

É, por isso, importante fazer o rastreio, ou seja, análises de sangue. Porque já que não podemos evitar ser um grupo de risco, pelo menos podemos agir no sentido de prevenir este problema.

Vanda Miranda