Anemia, uma preocupação de mãe


Foi numas análises de rotina que descobri que tinha anemia. E foi apenas nessa altura que percebi que alguns dos sintomas que me acompanhavam não eram, afinal, normais. A verdade é que muitos deles faziam muito sentido para mim, como o cansaço extremo que, mesmo sem causa aparente, eu acabava sempre por conseguir justificar, assim como o tom de pele mais pálido e um estado de espírito mais apático. Nessa altura, procurei mais informação e percebi que a anemia pode ser algo bastante complexo e grave e que pode afetar qualquer um, até mesmo as crianças.

Como mãe, uma das minhas maiores preocupações é a saúde dos meus filhos. Quero vê-los felizes e quero sobretudo vê-los bem. Por isso, penso na alimentação, na minha e na deles. Acredito mesmo que esta pode ser uma forma de prevenção de doenças e, ainda que não sendo extremista, opto por ser muito cuidadosa com o tipo de alimentação que têm, sobretudo em casa. Acima de tudo, preocupo-me com a variedade, ou seja, privilegiamos as frutas e legumes da época, pois acredito que tem os nutrientes que o nosso organismo precisa nas diferentes alturas do ano, e também com a qualidade, consumimos local e biológico sempre que possível. 

Sei que estar atento ao que se coloca no prato é uma forma de prevenir a anemia, até porque os especialistas não têm dúvidas que a principal responsável por este problema na infância é a deficiência de ferro. Mas também sei que, independentemente dos cuidados, é importante estar atento aos sinais, como o cansaço, falta de apetite e pele pálida. E, claro, consultar um médico quando algo não vai bem. É que a anemia e a deficiência de ferro têm tratamento, um tratamento que os especialistas conhecem bem.


Vera Dias Pinheiro (blog As viagens dos V's)

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