terça-feira, 26 de novembro de 2019

Está na hora de fazer o rastreio da anemia


A anemia não é um conceito novo para mim e conheço bem os sintomas (fadiga, palidez, dores de cabeça, queda de cabelo), sabendo que, na maioria dos casos, está associada a uma deficiência de ferro. Mas sei também que são ainda muitas as pessoas que desconhecem o tema, o que me levou a aceitar o desafio de escrever sobre o assunto, no âmbito do Dia da Anemia, que se assinala a 26 de novembro. 

Como alguém que não consome nada de origem animal, sei que há cuidados a ter com a alimentação para compensar uma eventual carência de ferro. Cuidados que, claro, procuro ter. Mas acima de tudo, aquilo que procuro é conseguir um equilíbrio no que como. Fruta, legumes, leguminosas, proteínas, bons hidratos de carbono, gorduras boas… todos fazem parte da minha alimentação, sendo a estes que vou buscar os macro e micronutrientes essenciais.

Já o disse e volto a dizer: cada organismo é diferente e, por isso, reage de forma diferente quando se muda o regime alimentar, que foi o que decidi fazer, há uns anos. O ideal é ir devagar. Tirar primeiro a carne, depois o peixe, se for o caso o leite e derivados e os ovos e fazê-lo de uma forma gradual. Algo que tanto pode levar semanas como meses ou anos. O mais importante é saber ouvir o corpo, que fala connosco quando as coisas estão menos bem, perceber se ele está confortável com a situação e se podemos continuar ou não a retirar coisas da alimentação. Em caso de dúvida, o melhor mesmo é consultar um médico.

Estas mudanças alimentares podem causar deficiência de ferro. E podem levar à anemia. Mas é tão simples fazer o rastreio deste problema. Se nunca o fizeste, aproveita agora. Fala com o teu médico, pede a análise para detetar a anemia ou a deficiência de ferro. Se esta existir, é também ao médico que cabe prescrever o tratamento certo. 

Carolina Gomes da Silva