sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Está grávida? Então esteja atenta à anemia e deficiência de ferro


Quando estamos grávidas pensamos em muitas coisas. Pensamos no parto, pensamos em como vai ser o bebé, em como é que a maternidade vai mudar as nossas vidas e afastamos rapidamente os muitos receios, inevitáveis para todas as futuras mamãs. Comigo foi assim. Pensei em tudo isto, mas confesso que, pelo menos de início, não pensei em anemia ou falta de ferro. E confesso também que não sabia que as grávidas são um grupo de risco para estes problemas.

Por isso é que, quando me pediram, a propósito do Dia da Anemia, que se assinala a 26 de novembro, para escrever sobre o tema não pude recusar. Porque sei que, tal como aconteceu comigo, são muitas as grávidas que não conhecem este problema e que não sabem que podem vir a sofrer com ele ou que, nesta fase da vida das mulheres, o défice de ferro é uma constante. E é importante que conheçam, se informem e façam as análises necessárias para diagnosticar anemia ou deficiência de ferro.

Foi o que aconteceu comigo. Lembro-me de, um dia, estar em pé numa fila e de me sentir tonta, tendo que me sentar para não desmaiar. Fiz as análises e acusaram falta de ferro, um problema que a minha médica rapidamente conseguiu resolver, com medicação para o efeito. E assim, de uma forma fácil e simples, deixei de estar em risco, eu e as minhas bebés. Porque aquilo que eu não sabia é que este problema estava também a colocar em risco o bom desenvolvimento das minhas bebés e, caso persistisse, iria influenciar as propriedades do leite na hora de amamentar.

Hoje, já conheço bem os sintomas, como o cansaço e palidez. Estou bem mais atenta, até porque sei que, apesar de já ter tido as minhas filhas, continuo, pelo simples facto de ser mulher, a fazer parte de um grupo de risco para a anemia. E com a saúde não se brinca!  

Helena Costa

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Está na hora de fazer o rastreio da anemia


A anemia não é um conceito novo para mim e conheço bem os sintomas (fadiga, palidez, dores de cabeça, queda de cabelo), sabendo que, na maioria dos casos, está associada a uma deficiência de ferro. Mas sei também que são ainda muitas as pessoas que desconhecem o tema, o que me levou a aceitar o desafio de escrever sobre o assunto, no âmbito do Dia da Anemia, que se assinala a 26 de novembro. 

Como alguém que não consome nada de origem animal, sei que há cuidados a ter com a alimentação para compensar uma eventual carência de ferro. Cuidados que, claro, procuro ter. Mas acima de tudo, aquilo que procuro é conseguir um equilíbrio no que como. Fruta, legumes, leguminosas, proteínas, bons hidratos de carbono, gorduras boas… todos fazem parte da minha alimentação, sendo a estes que vou buscar os macro e micronutrientes essenciais.

Já o disse e volto a dizer: cada organismo é diferente e, por isso, reage de forma diferente quando se muda o regime alimentar, que foi o que decidi fazer, há uns anos. O ideal é ir devagar. Tirar primeiro a carne, depois o peixe, se for o caso o leite e derivados e os ovos e fazê-lo de uma forma gradual. Algo que tanto pode levar semanas como meses ou anos. O mais importante é saber ouvir o corpo, que fala connosco quando as coisas estão menos bem, perceber se ele está confortável com a situação e se podemos continuar ou não a retirar coisas da alimentação. Em caso de dúvida, o melhor mesmo é consultar um médico.

Estas mudanças alimentares podem causar deficiência de ferro. E podem levar à anemia. Mas é tão simples fazer o rastreio deste problema. Se nunca o fizeste, aproveita agora. Fala com o teu médico, pede a análise para detetar a anemia ou a deficiência de ferro. Se esta existir, é também ao médico que cabe prescrever o tratamento certo. 

Carolina Gomes da Silva