A anemia não tem de ser uma inevitabilidade para os idosos


O envelhecimento é uma inevitabilidade. Sempre foi e, pelo menos até que se encontre a tão desejada pílula da eterna juventude, vai continuar a ser. Com ele, surgem desafios, muitos e variados, de ordem social, económica e, claro, de saúde. Mas ainda que, como confirma um trabalho feito a partir do estudo Empire, que caracteriza a prevalência da anemia na população nacional, tanto esta como a deficiência de ferro sejam “altamente prevalentes em adultos portugueses mais velhos, particularmente entre aqueles com idade ≥80 anos”, a anemia não tem de ser uma inevitabilidade nos idosos. E nada melhor do que aproveitar o Dia Internacional do Idoso, que se assinala a 1 de outubro, para o reforçar. 

Atribuída, de forma incorreta, ao envelhecimento, a anemia tem, de acordo com o referido estudo, consequências, que podem ser graves. Associada ao aumento da morbilidade e mortalidade geral nos seniores, é ainda “identificada consistentemente como um preditor independente de mortalidade em pacientes idosos com doença cardiovascular”. Mais ainda, a anemia é também associada ao aumento do risco de queda, fraturas, aumento do risco de hospitalização, comprometimento cognitivo, diminuição da qualidade de vida e comprometimento do desempenho físico geral.

É por isso que os autores do estudo não têm dúvidas sobre a necessidade de implementar “melhores estratégias de diagnóstico, prevenção e tratamento, levando em consideração o papel destacado da deficiência de ferro em adultos portugueses mais velhos, as diferenças entre as regiões e as características intrínsecas dessa população”.

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