Descobrir a anemia: os exames que põem tudo em pratos limpos


É uma das análises mais frequentemente pedidas pelos médicos. Isto porque o hemograma, um exame de sangue que, por isso mesmo, exige uma colheita do mesmo, quantifica e avalia os três principais componentes sanguíneos: os glóbulos vermelhos ou eritrócitos, responsáveis por fazer o transporte do oxigénio e dos nutrientes no organismo; os glóbulos brancos, também conhecidos por leucócitos, cuja tarefa é fazer a defesa contra os agentes inimigos e as plaquetas, associadas à coagulação do sangue. E é também este o exame pedido pelos especialistas em caso de suspeita de anemia. Uma suspeita que se confirma quando a hemoglobina, que transporta o oxigénio dos pulmões ao resto do corpo, e os glóbulos vermelhos apresentam valores baixos.

Para perceber se a anemia é resultante de uma deficiência de ferro, é necessário fazer mais. É aqui que entra o exame conhecido pela sigla TSAT, o mesmo é dizer, índice de saturação da transferrina sérica, que indica a quantidade de ferro presente no sangue. A este junta-se outro, o da ferritina sérica, um indicador da quantidade de reservas de ferro presentes no organismo, cujos valores esclarecem se a anemia é ou não ferropénica.

Os resultados das análises são avaliados por um especialista e é a este que, perante o diagnóstico, cabe a prescrição do tratamento. É que, se não for tratada, a anemia pode agravar outros problemas de saúde, como a insuficiência cardíaca, ao requerer maior esforço ao coração, havendo ainda compromisso da qualidade de vida, menor disponibilidade física e mental, o que pode ter implicações negativas no rendimento laboral e na vida familiar.

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