quarta-feira, 10 de julho de 2019

Descobrir a anemia: os exames que põem tudo em pratos limpos


É uma das análises mais frequentemente pedidas pelos médicos. Isto porque o hemograma, um exame de sangue que, por isso mesmo, exige uma colheita do mesmo, quantifica e avalia os três principais componentes sanguíneos: os glóbulos vermelhos ou eritrócitos, responsáveis por fazer o transporte do oxigénio e dos nutrientes no organismo; os glóbulos brancos, também conhecidos por leucócitos, cuja tarefa é fazer a defesa contra os agentes inimigos e as plaquetas, associadas à coagulação do sangue. E é também este o exame pedido pelos especialistas em caso de suspeita de anemia. Uma suspeita que se confirma quando a hemoglobina, que transporta o oxigénio dos pulmões ao resto do corpo, e os glóbulos vermelhos apresentam valores baixos.

Para perceber se a anemia é resultante de uma deficiência de ferro, é necessário fazer mais. É aqui que entra o exame conhecido pela sigla TSAT, o mesmo é dizer, índice de saturação da transferrina sérica, que indica a quantidade de ferro presente no sangue. A este junta-se outro, o da ferritina sérica, um indicador da quantidade de reservas de ferro presentes no organismo, cujos valores esclarecem se a anemia é ou não ferropénica.

Os resultados das análises são avaliados por um especialista e é a este que, perante o diagnóstico, cabe a prescrição do tratamento. É que, se não for tratada, a anemia pode agravar outros problemas de saúde, como a insuficiência cardíaca, ao requerer maior esforço ao coração, havendo ainda compromisso da qualidade de vida, menor disponibilidade física e mental, o que pode ter implicações negativas no rendimento laboral e na vida familiar.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

F de força, f de ferro


Ferro é sinónimo de força e de resistência. E é também um nutriente essencial, importante na manutenção de muitas funções do organismo e um dos protagonistas na produção de hemoglobina, que tem a missão de transportar o oxigénio dos pulmões para os tecidos. É o herói na história de uma vida saudável, mas pode transformar-se em vilão quando em falta, o que o torna um dos principais responsáveis pela anemia.

Conhecida como ferropénia, a deficiência deste mineral é, de facto, o amigo número 1 da anemia. Disponível através da alimentação, é também no prato que se pode prevenir este problema de saúde pública que, em Portugal, afeta qualquer coisa como um em cada cinco adultos em qualquer momento da sua vida. Na lista das melhores fontes de ferro estão alimentos de origem animal como carne vermelha e marisco, aos quais se juntam nozes, feijões, alguns vegetais e cereais fortificados, sendo a melhor receita, para este e outros problemas de saúde, uma alimentação equilibrada. 

Mas se a alimentação pode ajudar a prevenir o problema, o mesmo não acontece quando se trata de o solucionar. Quando há, de facto, ferropénia, é ao médico que cabe indicar e supervisionar o tratamento adequado. Até porque, se a deficiência de ferro pode ser um problema, também o seu excesso tem consequências, já confirmadas pela ciência. E ainda que o impacto do excesso de ferro seja menos conhecido, sabe-se que pode conduzir a doenças do fígado, problemas cardíacos e até diabetes nos casos mais extremos. 

Esteja, por isso, atento aos seus níveis de ferro, o que pode ser confirmado através de análises, que incluem não só o hemograma completo mas também o estudo do ferro. E quando estes revelarem alterações, consulte um médico, a pessoa mais indicada para aconselhar a melhor forma para resolver o problema.