quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Junte o seu rosto à campanha do Dia da Anemia!


Já aqui o dissemos, mas nunca é demais repeti-lo: a anemia é um problema de saúde pública. E nunca é demais também reforçar que, apesar de afetar um em cada cinco portugueses adultos em qualquer momento da sua vida, os seus sintomas continuam a ser pouco valorizados, ignorados, relegados para segundo plano. É para que não se esqueça deles, para ajudar a reconhecê-los de imediato e a procurar ajuda médica que foi criado https://orostodaanemia.pt/junte-se-a-campanha/.

Nesta aplicação pode, ao mesmo tempo, informar e ser informado de uma forma simples. Pode alertar, sensibilizar e ajudar, tornando-se o rosto da luta contra a anemia, que pode afetar cada um de nós, desde crianças a adultos, homens ou mulheres.

Para isso, basta apenas que carregue uma fotografia sua e que, de entre a lista de sintomas que indicam a presença de anemia, escolha os que melhor entender.
O passo seguinte é partilhar nas suas redes sociaisdivulgar junto de familiares e amigos, passar a palavra. Porque todos podemos ser o rosto da anemia.

---> JUNTE-SE AQUI À CAMPANHA <---




Anemia, uma preocupação de mãe


Foi numas análises de rotina que descobri que tinha anemia. E foi apenas nessa altura que percebi que alguns dos sintomas que me acompanhavam não eram, afinal, normais. A verdade é que muitos deles faziam muito sentido para mim, como o cansaço extremo que, mesmo sem causa aparente, eu acabava sempre por conseguir justificar, assim como o tom de pele mais pálido e um estado de espírito mais apático. Nessa altura, procurei mais informação e percebi que a anemia pode ser algo bastante complexo e grave e que pode afetar qualquer um, até mesmo as crianças.

Como mãe, uma das minhas maiores preocupações é a saúde dos meus filhos. Quero vê-los felizes e quero sobretudo vê-los bem. Por isso, penso na alimentação, na minha e na deles. Acredito mesmo que esta pode ser uma forma de prevenção de doenças e, ainda que não sendo extremista, opto por ser muito cuidadosa com o tipo de alimentação que têm, sobretudo em casa. Acima de tudo, preocupo-me com a variedade, ou seja, privilegiamos as frutas e legumes da época, pois acredito que tem os nutrientes que o nosso organismo precisa nas diferentes alturas do ano, e também com a qualidade, consumimos local e biológico sempre que possível. 

Sei que estar atento ao que se coloca no prato é uma forma de prevenir a anemia, até porque os especialistas não têm dúvidas que a principal responsável por este problema na infância é a deficiência de ferro. Mas também sei que, independentemente dos cuidados, é importante estar atento aos sinais, como o cansaço, falta de apetite e pele pálida. E, claro, consultar um médico quando algo não vai bem. É que a anemia e a deficiência de ferro têm tratamento, um tratamento que os especialistas conhecem bem.


Vera Dias Pinheiro (blog As viagens dos V's)

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Está grávida? Então esteja atenta à anemia e deficiência de ferro


Quando estamos grávidas pensamos em muitas coisas. Pensamos no parto, pensamos em como vai ser o bebé, em como é que a maternidade vai mudar as nossas vidas e afastamos rapidamente os muitos receios, inevitáveis para todas as futuras mamãs. Comigo foi assim. Pensei em tudo isto, mas confesso que, pelo menos de início, não pensei em anemia ou falta de ferro. E confesso também que não sabia que as grávidas são um grupo de risco para estes problemas.

Por isso é que, quando me pediram, a propósito do Dia da Anemia, que se assinala a 26 de novembro, para escrever sobre o tema não pude recusar. Porque sei que, tal como aconteceu comigo, são muitas as grávidas que não conhecem este problema e que não sabem que podem vir a sofrer com ele ou que, nesta fase da vida das mulheres, o défice de ferro é uma constante. E é importante que conheçam, se informem e façam as análises necessárias para diagnosticar anemia ou deficiência de ferro.

Foi o que aconteceu comigo. Lembro-me de, um dia, estar em pé numa fila e de me sentir tonta, tendo que me sentar para não desmaiar. Fiz as análises e acusaram falta de ferro, um problema que a minha médica rapidamente conseguiu resolver, com medicação para o efeito. E assim, de uma forma fácil e simples, deixei de estar em risco, eu e as minhas bebés. Porque aquilo que eu não sabia é que este problema estava também a colocar em risco o bom desenvolvimento das minhas bebés e, caso persistisse, iria influenciar as propriedades do leite na hora de amamentar.

Hoje, já conheço bem os sintomas, como o cansaço e palidez. Estou bem mais atenta, até porque sei que, apesar de já ter tido as minhas filhas, continuo, pelo simples facto de ser mulher, a fazer parte de um grupo de risco para a anemia. E com a saúde não se brinca!  

Helena Costa

terça-feira, 26 de novembro de 2019

Está na hora de fazer o rastreio da anemia


A anemia não é um conceito novo para mim e conheço bem os sintomas (fadiga, palidez, dores de cabeça, queda de cabelo), sabendo que, na maioria dos casos, está associada a uma deficiência de ferro. Mas sei também que são ainda muitas as pessoas que desconhecem o tema, o que me levou a aceitar o desafio de escrever sobre o assunto, no âmbito do Dia da Anemia, que se assinala a 26 de novembro. 

Como alguém que não consome nada de origem animal, sei que há cuidados a ter com a alimentação para compensar uma eventual carência de ferro. Cuidados que, claro, procuro ter. Mas acima de tudo, aquilo que procuro é conseguir um equilíbrio no que como. Fruta, legumes, leguminosas, proteínas, bons hidratos de carbono, gorduras boas… todos fazem parte da minha alimentação, sendo a estes que vou buscar os macro e micronutrientes essenciais.

Já o disse e volto a dizer: cada organismo é diferente e, por isso, reage de forma diferente quando se muda o regime alimentar, que foi o que decidi fazer, há uns anos. O ideal é ir devagar. Tirar primeiro a carne, depois o peixe, se for o caso o leite e derivados e os ovos e fazê-lo de uma forma gradual. Algo que tanto pode levar semanas como meses ou anos. O mais importante é saber ouvir o corpo, que fala connosco quando as coisas estão menos bem, perceber se ele está confortável com a situação e se podemos continuar ou não a retirar coisas da alimentação. Em caso de dúvida, o melhor mesmo é consultar um médico.

Estas mudanças alimentares podem causar deficiência de ferro. E podem levar à anemia. Mas é tão simples fazer o rastreio deste problema. Se nunca o fizeste, aproveita agora. Fala com o teu médico, pede a análise para detetar a anemia ou a deficiência de ferro. Se esta existir, é também ao médico que cabe prescrever o tratamento certo. 

Carolina Gomes da Silva




terça-feira, 29 de outubro de 2019

Cansaço: o que é normal e o que pode ser sinal de deficiência de ferro


Estar cansado é um estado universal, que não discrimina consoante a idade, o sexo, a profissão. Cansam-se os mais novos e os mais velhos, os homens e as mulheres, cansam-se aqueles com um trabalho mais físico e também os restantes. Mas ainda que o cansaço possa ser normal, sintoma de dias corridos, com pouco tempo para o descanso, é provavelmente o sintoma mais comummente associado à deficiência de ferro e à anemia. Distinguir o que é cansaço normal do sintoma de que nem tudo vai bem pode não ser tarefa fácil, mas se a exaustão persistir, ou seja, se a falta de energia se prolongar por vários dias, afetando o corpo e a mente sem que haja grandes motivos para tal, então esse pode ser o sinal de que sofre de deficiência de ferro ou anemia. Porquê? A resposta está associada ao oxigénio, ou melhor, à redução deste, resultado de uma diminuição do número das células sanguíneas que fazem o transporte do oxigénio a partir dos pulmões para os órgãos vitais do corpo, os glóbulos vermelhos. Quando assim é, um dos sintomas é a fadiga, uma fadiga que não passa. Neste casos, é importante que valorize o que sente, evitando cair na tentação da justificação simples, ou seja, de associar o cansaço à agitação diária. E é importante também que consulte um médico, explicando o que sente e estando sempre atento a outros sinais que indiquem que sofre de deficiência em ferro. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Prevenção em forma de alimentos


É a sabedoria popular que o apregoa e a ciência que o confirma: somos o que comemos. O que significa que comer de forma saudável, que é o mote do Dia Mundial da Alimentação, assinalado esta quarta-feira, é meio caminho andado para uma vida que se quer também ela mais saudável. E a anemia é disso um bom exemplo. Embora possam ser vários os fatores que lhe podem dar origem, o principal é a deficiência de ferro e é através de uma alimentação saudável e equilibrada que se consegue ter o aporte de ferro necessário para prevenir aquele que é um problema de saúde pública a nível mundial.
No menu rico em ferro contam-se vários alimentos, que vão da carne vermelha, fígado, carnes brancas, alguns vegetais de folha verde, feijões, a vários outros. No entanto, nem sempre a ingestão de alimentos ricos em ferro é suficiente para prevenir a anemia. Isto porque há fases da vida que exigem uma maior necessidade deste nutriente, como é o caso da gravidez, cuja prevalência, em Portugal, segundo os dados do estudo EMPIRE, ultrapassa os 50%.
Mas há outros, como a fase de aleitamento, e os períodos de crescimento na infância e adolescência. Outra situação é a que decorre da associação de alimentos capazes de interferir com a absorção do ferro, como é o caso do leite (o cálcio pode inibir a absorção de ferro de origem tanto animal como vegetal) ou do café (a cafeína produz o mesmo efeito).

Tratamento fora do prato
Nestas contas da anemia e da deficiência de ferro existem então diferentes variáveis. A alimentação continua a estar em destaque quando se fala nos vegetarianos e vegans, uma população também em risco de deficiência de ferro e, consequentemente, de anemia. Isto porque, apesar de, na sua dieta, o conceito de alimentação saudável estar presente, o equilibrado nem sempre está - até porque o ferro de origem vegetal, conhecido como ferro não-heme, não é absorvido da mesma forma que o ferro de origem animal. 
Mas se é certo que a prevenção da anemia por deficiência de ferro se pode encontrar no prato, o mesmo já não acontece com o seu tratamento. Depois de instalada, cabe ao médico a recomendação do melhor tratamento, que geralmente passa pela administração de medicamentos para corrigir os níveis de ferro no organismo, por forma a colmatar a carência existente. Por isso, na presença de sintomas, o melhor mesmo é, sempre, consultar um especialista.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

A anemia não tem de ser uma inevitabilidade para os idosos


O envelhecimento é uma inevitabilidade. Sempre foi e, pelo menos até que se encontre a tão desejada pílula da eterna juventude, vai continuar a ser. Com ele, surgem desafios, muitos e variados, de ordem social, económica e, claro, de saúde. Mas ainda que, como confirma um trabalho feito a partir do estudo Empire, que caracteriza a prevalência da anemia na população nacional, tanto esta como a deficiência de ferro sejam “altamente prevalentes em adultos portugueses mais velhos, particularmente entre aqueles com idade ≥80 anos”, a anemia não tem de ser uma inevitabilidade nos idosos. E nada melhor do que aproveitar o Dia Internacional do Idoso, que se assinala a 1 de outubro, para o reforçar. 

Atribuída, de forma incorreta, ao envelhecimento, a anemia tem, de acordo com o referido estudo, consequências, que podem ser graves. Associada ao aumento da morbilidade e mortalidade geral nos seniores, é ainda “identificada consistentemente como um preditor independente de mortalidade em pacientes idosos com doença cardiovascular”. Mais ainda, a anemia é também associada ao aumento do risco de queda, fraturas, aumento do risco de hospitalização, comprometimento cognitivo, diminuição da qualidade de vida e comprometimento do desempenho físico geral.

É por isso que os autores do estudo não têm dúvidas sobre a necessidade de implementar “melhores estratégias de diagnóstico, prevenção e tratamento, levando em consideração o papel destacado da deficiência de ferro em adultos portugueses mais velhos, as diferenças entre as regiões e as características intrínsecas dessa população”.