sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Anemia, um inimigo na vida no doente oncológico


A batalha contra o cancro nunca é fácil ou simples. Dividida em várias frentes, castiga o corpo e debilita a mente de quem tem de enfrentar o diagnóstico. A tudo isto junta-se ainda a anemia que, confirmam os números, é uma situação comum, atingindo entre 30% a 90% destes doentes. Com implicações que podem ir da fadiga, diminuição na qualidade de vida e até mesmo um impacto no tratamento, sendo mesmo responsável pelo não cumprimento dos ciclos de quimioterapia, a anemia é um inimigo que, nesta guerra, importa não descurar. Definida pela Organização Mundial de Saúde, como uma concentração da hemoglobina inferior a 13g/dl para o homem adulto e a 12g/dl para a mulher adulta ou, ainda, uma descida brusca ou gradual de pelo menos 2g/dl de hemoglobina, ainda que esta se mantenha dentro dos limites normais para a idade e sexo, a anemia tem um impacto que deixa marcas. Para além de tudo o já tem de enfrentar, resultado da doença e do tratamento que a acompanha, o doente oncológico é ainda obrigado a lidar com estas marcas, a começar pela fadiga, que afeta muitos dos aspetos da sua vida diária, seja a capacidade de trabalhar ou desfrutar da vida, o bem-estar físico ou emocional, a intimidade com o(a) parceiro(a), a capacidade de cuidar da família e a relação com a mesma e com os amigos. Resultante da própria doença, dos efeitos do tratamento ou de deficiências nutricionais, a anemia no doente oncológico é, muitas vezes, subdiagnosticada e subtratada, o que tem reflexos importantes na sua qualidade de vida. Mas não tem de ser assim. É que são várias as opções terapêuticas, que dependem do estado anémico em que o doente se encontra, assim como de outros aspetos, como a existência ou não de deficiência de ferro, esta última apontada como a causa principal que, sozinha, se associa a uma diminuição da resistência ao esforço, fraqueza muscular e fadiga. O tratamento existe e, para isso, nada melhor, do que falar com o seu médico assistente e transmitir-lhe o que sente.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Mais do que resoluções, faça decisões de ano novo


Com a chegada do ano novo, multiplicam-se as resoluções, transformadas em promessas: que este ano vamos praticar mais exercício físico, que vamos comer melhor, que vamos estar mais atentos à saúde. Promessas que não costumam passar disso mesmo. 

As desculpas para tal são muitas, como a falta de tempo, a agitação do dia-a-dia, a falta de paciência. Mas tendo em conta que a anemia, sobretudo aquela que é associada a uma deficiência de ferro, é já considerada um problema de saúde pública, afetando milhares de portugueses, e tendo em conta também que o teste que confirma a sua presença é simples e de fácil acesso, não há nada que impeça que a atenção à anemia e deficiência de ferro se torne, mais do que uma resolução, uma decisão para 2020.

Para isso, basta apenas que se dirija ao seu médico e que peça para fazer o exame de sangue.

Mais info em (https://orostodaanemia.blogspot.com/2019/07/descobrir-anemia-os-exames-que-poem.html), que valoriza os sintomas e que procure mais informação. Passe das palavras à ação e junte-se à luta contra a anemia.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Dicas e conselhos para um Natal de ferro


Quando se fala de anemia tem de se falar de deficiência de ferro, uma vez que esta, ainda que não seja a única, é a principal responsável pelos casos de anemia. E quando se fala em ferro é quase inevitável falar em alimentação, tema que vem a propósito da quadra natalícia. Afinal, quem é que ainda não pensou sobre qual a melhor forma de apresentar o bacalhau da consoada, qual o melhor prato para a mesa do dia 25 ou que sobremesas prometem adoçar esta noite em família? 

Porque a prevenção continua a ser o melhor remédio e porque, aqui, esta passa pela alimentação, que tal reforçar a atenção prestada ao que coloca no prazo nesta época? É no equilíbrio que está o segredo e este significa comer com conta, peso e medida, mesmo que seja complicado resistir a todas as tentações que costumam encher a mesa nesta altura do ano.

Seja um menu mais tradicional ou mais arrojado, há opções saudáveis para todos os gostos. Se é vegetariano, o blog do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção-Geral da Saúde, deixa uma sugestão rica em ferro e não só: abóbora-menina recheada com castanhas, cogumelos e avelãs (uma receita que encontra aqui), que junta os hortícolas da época, aos frutos gordos, resultando num prato “rico em sabores e texturas”, complementado com um puré de feijão branco.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Junte o seu rosto à campanha do Dia da Anemia!


Já aqui o dissemos, mas nunca é demais repeti-lo: a anemia é um problema de saúde pública. E nunca é demais também reforçar que, apesar de afetar um em cada cinco portugueses adultos em qualquer momento da sua vida, os seus sintomas continuam a ser pouco valorizados, ignorados, relegados para segundo plano. É para que não se esqueça deles, para ajudar a reconhecê-los de imediato e a procurar ajuda médica que foi criado https://orostodaanemia.pt/junte-se-a-campanha/.

Nesta aplicação pode, ao mesmo tempo, informar e ser informado de uma forma simples. Pode alertar, sensibilizar e ajudar, tornando-se o rosto da luta contra a anemia, que pode afetar cada um de nós, desde crianças a adultos, homens ou mulheres.

Para isso, basta apenas que carregue uma fotografia sua e que, de entre a lista de sintomas que indicam a presença de anemia, escolha os que melhor entender.
O passo seguinte é partilhar nas suas redes sociaisdivulgar junto de familiares e amigos, passar a palavra. Porque todos podemos ser o rosto da anemia.

---> JUNTE-SE AQUI À CAMPANHA <---




Mulheres unidas contra a anemia


Nunca tive anemia. E embora conheça uma pessoa que já teve, a proximidade entre nós não é suficiente para uma partilha sobre o tema. Confesso que, sobre este problema de saúde, sei o básico. Ou seja, sei que da lista de sintomas mais comuns fazem parte a palidez e o cansaço, algo que sinto com frequência. Afinal, quem não sente? Mas acho que, tal como a esmagadora maioria das pessoas, costumo associar esse cansaço ao stress diário. Tendo em conta o dia-a-dia agitado e ocupado que levo, não pensaria primeiro em anemia. Mas é algo em se pensar e atentar.

Sei também que, pelo simples facto de ser mulher, o risco de vir a ter anemia é maior. Como se não bastasse já a discriminação que nós, mulheres, somos vítimas em tantas áreas, também aqui os homens levam a melhor. Mas admito que não sabia bem porquê. E o desafio de escrever sobre o tema, a propósito da campanha O Rosto da Anemia, levou-me a ir à procura dos motivos. 

Fiquei então a saber que tem tudo a ver com o ferro ou com a falta deste. Dizem os especialistas que existem alturas na vida das mulheres em que o risco de deficiência de ferro é maior. Acontece com a menstruação - se a quantidade de ferro na alimentação não for suficiente para corresponder à quantidade de ferro perdida através do período, podemos ficar com deficiência de ferro e esta é a principal responsável pela anemia. E acontece também com a gravidez e o pós-parto. 

É, por isso, importante fazer o rastreio, ou seja, análises de sangue. Porque já que não podemos evitar ser um grupo de risco, pelo menos podemos agir no sentido de prevenir este problema.

Vanda Miranda

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Anemia, uma preocupação de mãe


Foi numas análises de rotina que descobri que tinha anemia. E foi apenas nessa altura que percebi que alguns dos sintomas que me acompanhavam não eram, afinal, normais. A verdade é que muitos deles faziam muito sentido para mim, como o cansaço extremo que, mesmo sem causa aparente, eu acabava sempre por conseguir justificar, assim como o tom de pele mais pálido e um estado de espírito mais apático. Nessa altura, procurei mais informação e percebi que a anemia pode ser algo bastante complexo e grave e que pode afetar qualquer um, até mesmo as crianças.

Como mãe, uma das minhas maiores preocupações é a saúde dos meus filhos. Quero vê-los felizes e quero sobretudo vê-los bem. Por isso, penso na alimentação, na minha e na deles. Acredito mesmo que esta pode ser uma forma de prevenção de doenças e, ainda que não sendo extremista, opto por ser muito cuidadosa com o tipo de alimentação que têm, sobretudo em casa. Acima de tudo, preocupo-me com a variedade, ou seja, privilegiamos as frutas e legumes da época, pois acredito que tem os nutrientes que o nosso organismo precisa nas diferentes alturas do ano, e também com a qualidade, consumimos local e biológico sempre que possível. 

Sei que estar atento ao que se coloca no prato é uma forma de prevenir a anemia, até porque os especialistas não têm dúvidas que a principal responsável por este problema na infância é a deficiência de ferro. Mas também sei que, independentemente dos cuidados, é importante estar atento aos sinais, como o cansaço, falta de apetite e pele pálida. E, claro, consultar um médico quando algo não vai bem. É que a anemia e a deficiência de ferro têm tratamento, um tratamento que os especialistas conhecem bem.


Vera Dias Pinheiro (blog As viagens dos V's)

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Está grávida? Então esteja atenta à anemia e deficiência de ferro


Quando estamos grávidas pensamos em muitas coisas. Pensamos no parto, pensamos em como vai ser o bebé, em como é que a maternidade vai mudar as nossas vidas e afastamos rapidamente os muitos receios, inevitáveis para todas as futuras mamãs. Comigo foi assim. Pensei em tudo isto, mas confesso que, pelo menos de início, não pensei em anemia ou falta de ferro. E confesso também que não sabia que as grávidas são um grupo de risco para estes problemas.

Por isso é que, quando me pediram, a propósito do Dia da Anemia, que se assinala a 26 de novembro, para escrever sobre o tema não pude recusar. Porque sei que, tal como aconteceu comigo, são muitas as grávidas que não conhecem este problema e que não sabem que podem vir a sofrer com ele ou que, nesta fase da vida das mulheres, o défice de ferro é uma constante. E é importante que conheçam, se informem e façam as análises necessárias para diagnosticar anemia ou deficiência de ferro.

Foi o que aconteceu comigo. Lembro-me de, um dia, estar em pé numa fila e de me sentir tonta, tendo que me sentar para não desmaiar. Fiz as análises e acusaram falta de ferro, um problema que a minha médica rapidamente conseguiu resolver, com medicação para o efeito. E assim, de uma forma fácil e simples, deixei de estar em risco, eu e as minhas bebés. Porque aquilo que eu não sabia é que este problema estava também a colocar em risco o bom desenvolvimento das minhas bebés e, caso persistisse, iria influenciar as propriedades do leite na hora de amamentar.

Hoje, já conheço bem os sintomas, como o cansaço e palidez. Estou bem mais atenta, até porque sei que, apesar de já ter tido as minhas filhas, continuo, pelo simples facto de ser mulher, a fazer parte de um grupo de risco para a anemia. E com a saúde não se brinca!  

Helena Costa